terça-feira, 15 de março de 2011

TODOS MERECEM UM PROJETO

Prédio na favela tem decorador e móvel planejado
Prédio na favela agora tem decorador e móvel planejado
Por dentro, o apartamento poderia estar em qualquer bairro de classe média: tem teto de gesso rebaixado, luz indireta, piso de porcelanato, luminárias assimétricas, paredes texturizadas, armários e estantes planejados e espelhos por todo lado.
Por fora, vê-se que ele está na favela de Paraisópolis, a segunda maior de São Paulo, num conjunto de habitação popular da prefeitura.

Com a expansão da classe C, estrato da população com renda de três a dez salários mínimos, moradores que até outro dia viviam em barracos têm contratado arquitetos ou se inspirado em revistas de decoração para criar ambientes espelhados nos padrões de consumo da classe média. Em dois tempos, a tendência ganhou o nome de Favela Cor, uma alusão à Casa Cor, famosa feira de decoração de arquitetos-estrela.
NA MODA
Há 20 anos, a bilheteira de teatro Valmisa Gonçalves da Silva coleciona revistas de decoração. Hoje, o acervo está em 50 exemplares porque os números mais antigos, fora de moda, ela joga fora.
Com as edições, Valmisa aprendeu a pendurar os quadros na parede (de tamanhos diferentes e de disposição assimétrica) e decorou o quarto da filha de cinco anos com motivos da boneca Barbie.
“Colocamos piso de cerâmica, rebaixamos e engessamos o teto, pintamos e texturizamos as paredes e trocamos os pontos de luz”, diz.
Quando anda pelas ruas da favela de Heliópolis, onde tem um projeto de habitação popular, a pergunta que o arquiteto Ruy Ohtake mais ouve dos moradores da região é: “O piso fica melhor com cerâmica ou porcelanato?”.
“É até compreensível que isso aconteça. Quando querem melhorar de moradia, o apelo é pelas revistas de decoração. É natural que se espelhem na próxima classe social”, afirma Ohtake.
As dúvidas eram tantas que ele resolveu inovar: montou um apartamento decorado, igualzinho àqueles dos estandes das construtoras, para inspirar os moradores a montar a nova casa.
“Ficaram entusiasmados com o apartamento decorado e dizem que jamais teriam aquelas ideias sozinhos”, completa Ohtake.
Pelo Plano Diretor, todos os apartamentos de conjuntos habitacionais da prefeitura têm, no máximo, 50 m§§2§§.
Na favela Nova Jaguaré, o arquiteto Marcos Boldarini, autor do projeto de urbanização daquela região, diz que os moradores pedem as plantas com metragem para comprar móveis planejados.
“Há uns requintes de decoração muito interessantes. Vi um porcelanato preto e não pude comprar para a minha casa”, afirma Boldarini.
Curiosamente, raras são as paredes pintadas de branco. “São cores berrantes, isso é a tradução de um outro padrão estético. Os sofás são enormes, nem cabem naquele espaço. É um reflexo do aumento da renda e de mais linhas de financiamento a juros baixos”, diz.
CLASSE C
O interesse em torno da decoração para a classe C cresceu tanto que até as lojas de material de construção, como a C&C, têm hoje arquitetos à disposição dos clientes para criar ambientes.
Revistas de decoração, antes voltadas para o público das sofisticadas lojas de móveis da al. Gabriel Monteiro da Silva.
Aliás, pobre e popular são palavras vetadas. “Nem pensar, é perder clientes”, diz a arquiteta Rafaela Albuquerque, que já decorou apartamentos em Paraisópolis. O valor cobrado pelos decoradores não passa de R$ 2.000.
A prefeitura diz já ter percebido que o investimento em arquitetura faz com que os moradores se sintam cada vez mais donos do lugar e isso diminui a evasão.
O fenômeno já chegou às faculdades de urbanismo e tem pautado teses de doutorado dos arquitetos.
Fonte: Folha de São Paulo: 03/10/2010

quinta-feira, 10 de março de 2011

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Cuidando do Seu Espaço

Closets e Armários
Pequenos cuidados que deixam o cliente satisfeito

Planejar o armário antes de iniciar o projeto é uma forma eficiente de garantir que não falte espaço
        Um grande armário, cheio de gavetas e prateleiras compõe o quarto dos sonhos de muita gente, principalmente das mulheres, amantes de inúmeros pares de sapatos e acessórios.

        Para evitar que o sonho não se torne pesadelo é preciso fazer uma breve análise da divisão dos espaços necessários para guardar tudo o que precisa.

        Segundo a arquiteta Andréia Simões o ideal é que na hora de fazer o projeto o profissional fique bem atento. “Temos que perguntar qual a profissão, hobbys e até se possui alguma mania, pois tudo isso influencia na disposição da parte interna do armário”, completa.

        A composição das cores também exige cuidados, o próprio espaço pode ajudar na decisão do que escolher. Pequenos espaços exigem ainda mais cuidados, a utilização de tons claros e de espelhos proporciona uma sensação de leveza e amplitude.

        O maior desafio é projetar de forma que o cliente possa observar tudo de maneira rápida e prática, principalmente para aos que dispõe de pouco tempo para se arrumar. Para closets essa visualização é mais fácil, mas no caso de armários com portas a situação pode mudar. Assim, peças como gavetas com frentes de vidros tornam-se uma excelente alternativa.

        As mulheres precisam estar atentas com o lugar reservado aos vestidos longos. É sempre recomendável deixar um espaço para que eles fiquem pendurados sem amarrotar, isso preserva a peça sempre impecável. Sobretudos, ternos e camisas também merecem cuidados. “É preciso medir a largura dos cabides e calcular a altura ideal de todos os espaços de acordo com a característica de cada cliente”, completa Andréia.

           

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Mais informação de segurança em móveis

Berços infantis com selo de qualidade
Divulgação
22.12.2010 | 15:48:27

Veja como participar da consulta pública do Inmetro sobre a obrigatoriedade do selo e conheça algumas normas referentes a móveis para escritórios

A produção de berços, inclusive os sob medida, está mais uma vez em discussão no Inmetro - Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial. O órgão já tinha estabelecido regras para a fabricação de berços, em parceria com a ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas, e em julho desse ano ele propôs algumas alterações.
A principal delas é o uso obrigatório de um selo de qualidade em cada berço produzido. O documento encontra-se em consulta pública até o dia 19 de dezembro, e nesta condição, fabricantes e marceneiros podem dar suas sugestões em relação às normas propostas. Após essa data, os fabricantes de berços infantis terão 18 meses para se adequarem às novas regras.

Clique aqui para acessar o documento na íntegra


Móveis para escritórios
Assim como para berços, a produção de móveis para escritórios também deve seguir normas. Veja a seguir alguns delas no que tange a produção de mesas e cadeiras:
Mesas (norma :ABNT NBR 13966)
- Prateleiras, gavetas e quaisquer outros elementos que sejam acessíveis ao usuário, como maçanetas, puxadores e trincos, não devem conter arestas cortantes.
- os dispositivos de regulagem e de ajuste devem ser projetados de modo a evitar movimentos involuntários, bem como travamentos ou afrouxamentos indesejados.
- as bordas de contato de maior permanência com o usuário devem ser arredondadas
Cadeiras (norma :ABNT NBR 13962)
- a distância entre as partes móveis acessíveis ao usuário deve ser menor ou igual a 8mm, ou maior ou igual a 25mm, em todas as posições durante o movimento
- as bordas do assento, do encosto, do apóia-braço e dos demais elementos que sejam acessíveis ao usuário quando em posição sentada devem ser arredondadas, com curvatura maior que 2mm
- todos os dispositivos de regulagem devem ser projetados de modo que possam ser operados pelo usuário em posição sentada, ainda que seja necessário ele soerguer-se da cadeira para fazer o acionamento no caso da regulagem de altura do assento.
- as partes lubrificadas da cadeira devem ser protegidas, para evitar o contato com o corpo e as roupas do usuário
Por: Vanessa Barbosa 

.: eMobile :.

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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Dicas de Iluminação

Iluminação adequada
        Um projeto de iluminação bem elaborado valoriza qualquer espaço, tornando-o funcional e decorativo. 

        A sala de estar é a área nobre da casa e por isso deve oferecer a oportunidade de criar várias atmosferas no ambiente, possibilitando tanto encontros íntimos com familiares, quanto uma reunião com amigos. O ideal é usar uma iluminação geral no teto e ter a opção de luz direcionada em objetos decorativos ou em parede especial (com revestimento / papel de parede).
        
        Lugar para descanso e repouso, a iluminação dos quartos precisa ser acolhedora e aconchegante, não deve ser dirigida para a cama, dessa maneira não ofuscando quem está deitado. Como iluminação auxiliar podem ser usados abajures e luminárias de mesa. Não se esqueça de iluminar bem a área próxima ao guarda roupa ou closet.
        
        A boa iluminação da cozinha é uma garantia de segurança, pois nela utiliza-se facas e objetos cortantes,  por isto a iluminação deve ser distribuída nas áreas de trabalho (pia, balcão e fogão) e ter uma luz geral agradável e acolhedora. Na mesa de jantar utilize uma luminária pendente sobre a mesa, criando assim um espaço íntimo onde as pessoas possam conviver ao redor da mesa.

        Nos banhos é fundamental ter uma boa luminosidade, tanto na iluminação geral, como nos espelhos, o ideal é dividir a luz em suas laterais evitando sombras no rosto para fazer barba ou maquiagem.

        Nas circulações e hall de entrada, uma iluminação decorativa é suficiente, já que se trata de ambientes de passagem, boas alternativas são o uso de arandelas decorativas, balizadores ou iluminação em parede especial.

Dica: Arquiteta Fabíola Lopes